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Simes reúne comissão de negociação da SESA e SEGER
30/06/2016 - 18:10

Foto: Simes

O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo reuniu-se com a Comissão de Negociação dos médicos da SESA e a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (SEGER), na Sede da SEGER, na manhã desta quarta-feira (15). Representando o Estado, estiveram os assessores Robson Leite e Francisco José Carlos, representantes de assuntos sindicais, da SEGER.

A reunião foi pautada com reivindicações dos médicos da SESA, tais como insalubridade sobre salário base, adicional noturno, reposição salarial para o ano de 2016, que não teve seu repasse, melhores condições de trabalho, ambiente adequado, entre outras pautas.

Em contrapartida, a SEGER realizará um estudo para saber porque a insalubridade não tem sido paga corretamente, assim como o adicional noturno. Ainda, o Governador Paulo Hartung não tem como prever quando será regularizado o o cronograma de reposição salarial, uma vez que o segundo quadrimestre financeiro da gestão ainda não foi finalizado.

Os gestores ainda discursaram sobre o caos financeiro vivido pelo Estado e o déficit financeiro instalado até o fim do ano de 2016. Logo, não há possibilidade de propor uma data para o atendimento integral das reivindicações pautadas pela comissão. A comissão, então, solicitou uma nova reunião, que será agendada após o segundo quadrimestre, inclusive, com a presença do Secretário de Estado da Saúde, que tem ignorado os ofícios enviados pelo Simes.

O vice-presidente do Simes, Dr. Rogenir Rodrigues, apontou a real necessidade de ter uma agenda com a Secretaria de Saúde. ''A principal intenção em conversar com o Secretário de Estado da Saúde é saber por que razão ele convocou médicos do Rio de Janeiro para prestarem serviços, sendo que o Estado dispõe de uma infinidade de profissionais. Ainda não fomos atendidos, mas esperamos uma agenda nos próximos dias para conversar com o Secretário.'', afirmou Rodrigues.

Em relação ao ponto eletrônico, serão instalados por todo o Estado, no CRE Metropolitano, de Cachoeiro e Colatina, contudo, não será exigida sua utilização de forma instantânea, sem previsão para uso obrigatório. A ideia é que apenas seja uma obrigação quando as estruturas desses referidos hospitais estiverem devidamente reformadas, com condições dignas de trabalho para os médicos. A data para tal, deve ser informada, também, pelo Secretário de Saúde.

O vice-presidente disse, ainda, que o Simes não é um inimigo do Estado e que, na verdade, pretende caminhar junto ao gestor para que os médicos tenham dignidade no exercício de sua profissão. ''O Simes não representa uma ameaça ao Estado, pelo contrário. Pretendemos ser a solução. Estamos abrindo os caminhos para que as secretarias administrativas na pasta da saúde e de gestão de recursos humanos tenham um diálogo aberto com a categoria. Nós queremos dignidade e precisamos de clareza por parte do gestor. Não somos um movimento contrário, somos parceiros.'', finalizou o vice-presidente.

A diretoria do Simes e a comissão de negociação da SESA tem uma agenda ainda esta semana, na sexta feira (17), às 18h, na sede do Simes. ''O Estado reconhece que os direitos dos médicos estão sendo preteridos, bem como a necessidade de avançarmos nas discussões sobre condições de trabalho. A assembleia continua aberta e do ponto de vista jurídico, nossas reivindicações continuam o movimento. Sexta feira daremos continuação aos trabalhos.'', afirmou o advogado do Simes, Dr. Télvio Valim.

Estiveram presentes na reunião, além do vice-presidente, os diretores Dr. Ismael Ximenes, Dr. Carlos Alberto Santos, Dr. Maurício Paganotti, Dra. Andrea Fiorini, Dr. Leonardo Ximenes e o advogado do Simes, Dr. Télvio Valim.

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