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Médicos pedem guarda em postos
12/07/2018 - 15:35


Profissionais da saúde querem que agentes atuem dentro das unidades e postos para evitar agressões verbais e físicas


Fonte: Jéssica Trucat | A Tribuna

Com o objetivo de apresentar novas propostas para os médicos da saúde, foi realizada ontem a primeira reunião da nova Comissão de Segurança do Conselho Regional de Medicina do ES composta por entidades de saúde e segurança do Estado.

De acordo com o presidente do CRM-ES, Carlos Magno, a principal reivindicação é a atuação das guardas municipais dentro das unidades de saúde, como UPAs e Pronto Atendimento.

"A situação dos médicos está indo de mal a pior. Temos altos índices de denúncias de agressões físicas e verbais contra os profissionais. Deve ser competência dos municípios fazer essa segurança básica", explica.

Segundo o deputado Dr. Hércules Silveira, da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, a presença de agentes da guarda inibe a violência.

"Vamos fazer uma cartilha explicando aos profissionais como denunciar com mais facilidade essas agressões", complementa.

Entre as propostas feitas na reunião, a necessidade de câmeras de videomonitoramento nos postos de saúde e a criação de um novo site para atender aos profissionais.

Para a diretora do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Andrea Fiorini, essas ações serão favoráveis. "Temos boas expectativas. Queremos o melhor para a categoria", afirma. Segundo Carlos Magno, um dos pontos é mapear oficialmente a origem das agressões.

"Queremos oficializar os levantamentos das agressões feitos pelo Simes para tomar ações efetivas. Queremos os médicos trabalhando de forma mais segura", disse.

De acordo com dados do Simes levantados no último mês em unidades de saúde pública da Grande Vitória, somente na Serra houve até 12 médicos agredidos.

Em Cariacica chegou a até a 10 profissionais, Vila Velha de dois a quatro e Vitória até cinco. Em média, são 15 denúncias de agressões por mês feitas ao sindicato, como ameaças, agressões verbais e físicas ou invasões aos postos de trabalho. A Prefeitura de Vitória informou que ainda não recebeu nenhuma solicitação e está aberta ao diálogo.

Segundo a Guarda Civil Municipal da Serra, eles realizam visitas diariamente às estruturas de saúde do município.

Câmera de videomonitoramento


Comissão de Segurança
> A comissão é composta pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) e Associação dos Municípios do Estado (Amunes).

Propostas
> A Comissão de Segurança do CRM-ES quer mapear oficialmente onde estão acontecendo as agressões verbais e físicas no Estado aos profissionais da saúde.
> Através da nova comissão, oficializar o número de agressões para criar dados estatísticos e tomar ações preventivas e efetivas juntamente com os municípios onde estão ocorrendo os casos.
> Participação ativa dos gestores dos município da Grande Vitória, principalmente da Serra e Cariacica.
> Ativação de câmeras de videomonitoramento nos postos de saúde para gravar as agressões.
> Divulgação de que os guardas municipais estarão passando nas áreas onde mais frequentemente acontecem as agressões contra os funcionários.
> Dialogar com as prefeituras sobre a possibilidade de viabilizar guardas municipais para, de fato, assumirem parte da segurança das unidades que são mais atingidas.
> Fazer um novo site para o Conselho, em que os profissionais da saúde tenham liberdade para encaminhar sua denúncia, relatando o fato, dia e como foi a agressão.
> Logo, o conselho vai trazer para a comissão as denúncias, e com esses dados em mãos, tomar uma atitude referente às ações que estão acontecendo.
Elaborar cartilhas criando normas para os profissionais da saúde, seja ele médico ou enfermeiro, possa expor a agressão que sofreu durante o trabalho.
> Propor uma legislação para garantir a segurança do profissional de saúde.


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