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Simes e CRM-ES visitam médicos em hospital filantrópico em Domingos Martins
17/05/2018 - 16:29


O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo e o Conselho Regional de Medicina realizaram uma visita ao Hospital e Maternidade Dr. Arthur Gerdhart, em Domingos Martins. A unidade hospitalar filantrópica é gerida pela Fundação Hospitalar e de Assistência Social de Domingos Martins (Fhasdomar) e atende pacientes de diversos municípios do Estado, não apenas Domingos Martins. Viana, Cariacica, Guarapari, Santa Maria de Jetibá e municípios próximos que não conseguem atender toda a demanda direcionam seus pacientes para o local.

Na ocasião, o Simes e o CRM-ES receberam denúncias dos médicos locais a respeito das condições insalubres de trabalho e, ainda, do atraso no pagamento dos salários das equipe de pediatria, Clínica Médica e enfermaria. São três meses de salários atrasados que comprometem o atendimento à população. Isso porque os profissionais em questão fazem parte de empresas que prestam serviços através de contratos e estes atrasos configuram uma quebra de contrato por parte da instituição.

"Os profissionais tem um prazo legal de 30 dias para informar se vão continuar no hospital ou se vão confirmar a saída da instituição, mas, embora a gestão não esteja arcando com os seus vencimentos, os profissionais seguem trabalhando e cumprindo seu papel no contrato", afirmou o advogado do Simes, Dr. Télvio Valim.

O presidente do Simes, o médico Otto Fernando Baptista, afirmou que a maior preocupação da entidade é com a população da região. “O maior desafio é manter o hospital funcionando. A expectativa não é das melhores, e ela compromete demais os atendimentos. Eu espero que os gestores desse hospital encontrem uma solução financeira para que esse problema seja resolvido. A dívida é grande, e o maior problema é a falta de dinheiro”, destacou o presidente do Simes.

Dr. Otto ainda enfatizou que há sinalizações de que setores do hospital ligados à área de pediatria podem ser fechados. “De tabela compromete também a maternidade. E se fecha a pediatria, o Pronto Socorro fica comprometido. Dessa forma, a visão é bem preocupante. Esperamos que a diretoria procure as prefeituras, os órgãos filantrópicos e demais envolvidos para equacionar esse problema”, disse.

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