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UPAs: gasto de R$ 21 milhões e nenhum paciente atendido
16/08/2017 - 16:58


Seis unidades já deveriam ter ficado prontas, mas ainda estão de portas fechadas.

Prometidas como alternativa para desafogar as emergências dos hospitais públicos, as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) ainda são um sonho para moradores de seis cidades do Estado, onde as obras já consumiram mais de R$ 21 milhões e nenhum paciente foi socorrido.

Uma delas é a UPA do bairro Riviera da Barra, em Vila Velha. No local, uma placa indica que a construção orçada em mais de R$ 3 milhões, deveria ter sido entregue em agosto do ano passado, mas está paralisada.

Os moradores reclamam que se a unidade do bairro estivesse pronta não teriam que se deslocar para o Pronto-Atendimento (PA) localizado no bairro da Glória ou para o pronto-socorro de algum hospital público.
Uma delas é a dona de casa Simone Alves da Silva, 52 anos. Ela mora ao lado do prédio da UPA de Riviera da Barra, onde a reportagem não viu nenhum sinal de andamento da obra.

"A minha vizinha morreu de dengue de tanto esperar por atendimento no PA da Glória em 2016. Ficou lá esperando, mas quando foi para o quarto faleceu. Se tivesse isso ai pronto (a UPA), talvez ela teria sido atendida mais rápido. Todo mundo fala que estamos abandonados aqui", lamentou.

O problema se repete em outras cidades  da Grande Vitória e do interior. Em cinco municípios, os atendimentos deveriam ter começado em dezembro do ano passado, prazo de  conclusão das obras. Oito meses depois, as portas continuam fechadas.

É o caso das UPAs de Castelândia, na Serra; de Flexal II, em Cariacica; e do município de Viana, na Grande Vitória. E das  UPAs de Nova Venécia e São Mateus, no Norte do Estado.

Atendimento

As UPAs foram idealizadas pelo Ministério da Saúde em 2003 para disponibilizar por 24h cobertura de urgência e emergência de forma simplificada.

O governo federal repassa recursos para o município construir e administrar as unidades.  As UPAs oferecem serviços de raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e lei de o observação. 
No país, 160 UPAs estão prontas sem funcionamentos, e outras 260 em obras, segundo levantamento realizado pelo jornal "O Globo".

No Espírito Santo, cada obra em andamento tem orçamentos entre R$ 2 milhões e R$ 6 milhões.

Prefeituras ampliam prazos, mas garantem que obras serão entregues

Procuradas por A GAZETA, as seis prefeituras onde as UPAS prometidas seguem de portas fechadas, garantem que as obras serão finalizadas com novos prazos e sem atrasos.

Segundo a prefeitura de Vila Velha as obras da UPA de Riviera da Barra foram paralisadas durante a administração anterior por problemas de medição e vencimento dos contratos.  E que em breve abrirá licitação para contratar uma nova empresa para os acabamentos finais. Com isso, a previsão é de que a unidade esteja em funcionamento em dezembro de 2019.

De acordo com a secretária de Saúde de Cariacica, Stéfane Legran Macedo, em breve a prefeitura iniciará o processo para a compra dos equipamentos da unidade de Flexal II. Disse ainda que o município irá contratar profissionais para atuarem no local por meio de concurso público, mas sem previsão para acontecer.

Segundo o subsecretário de Saúde da Serra, as obras da unidade de Castelândia foram paralisadas para revisão em projeto. A nova previsão é de que seja entregue em dezembro de 2018. Disse ainda que a nova unidade irá atender de 10 mil a 12 mil pacientes por mês.

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