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Mais atenção para a saúde
18/07/2017 - 15:28

A situação caótica no PA do Trevo de Alto Lage tem raiz conhecida, sendo apenas um exemplo de como a recessão e o desemprego dos últimos anos têm afetado a saúde pública no país. Enquanto cresceu o número de pessoas que abandonaram os planos de saúde, seja pelo desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros, seja pelo corte de gastos no orçamento familiar, a estrutura do pronto-atendimento permaneceu a mesma. O resultado é um atendimento ineficiente, com filas e atrasos constantes.

É um drama que acaba impondo ao poder público, no caso municipal, soluções paliativas, como a ampliação do horário de atendimento nas unidades de saúdes dos bairros, na tentativa de desafogar o fluxo de pacientes no PA, uma medida já ventilada pelas autoridades de saúde de Cariacica. É urgente que seja colocada em prática. Não resolve o problema, mas promove uma triagem prévia, reduzindo a demanda.

São dificuldades que vão sendo resolvidas a toque de caixa, como a convocação de médicos aprovados em concursos. Agora o desafio é resolver o problema da internação de pacientes, que não cabe aos PAs, mas virou uma rotina em Alto Lage. Um impasse que precisa ser resolvido com a rede estadual, responsável pelos casos mais graves. Espera-se também que a inauguração da UPA de Flexal II contribua para um atendimento mais digno, principalmente de crianças e idosos. A previsão é de que entre em operação ainda neste semestre. Merece cobrança.

Não é fácil superar cenas tão indignas de recepções lotadas de pacientes em busca de atendimento, principalmente num contexto de necessidade de equilíbrio das contas públicas. Contudo, a saúde é um dever constitucional. A prestação desse serviço público é uma obrigação tão importante quanto manter a saúde fiscal. A única saída é a eficiência dos gastos.

Fonte: Gazeta Online                Foto | Charge: Ivan Cabral