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Violência faz sindicato pedir para médicos não trabalharem na Serra
26/05/2017 - 14:25

Conforme noticiou o jornal A Gazeta, com outdoors pela cidadee mensagens na internet, o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) faz uma recomendação polêmica aos profissionais da categoria. O alerta é para que eles não trabalhem em unidades de saúde na Serra. Violência e falta de condições de trabalho são os motivos apontados pelo presidente do sindicato, Otto Fernando Baptista, para a iniciativa, que começou nas redes sociais e  chegou aos outdoors. “É uma terra sem lei. Segurança pública por parte do município é inexistente. E a situação piorou drasticamente nos últimos seis meses”, diz.

Segundo Baptista, os médicos estão  desassistidos de vigilância patrimonial e armada nas unidades de saúde. O presidente cita um exemplo de frase ouvida por um profissional: “Se você não me der a receita que eu quero, você não volta mais aqui”.  Eles riscam carro, quebram retrovisor...”, afirma. Ainda de acordo com o presidente do sindicato, todo  mês, de 7 a 12 médicos pedem para sair do trabalho no município. “E quanto mais periférico for o local,  ais  vulnerável o médico está. Na UPA da Serra e de Carapina, a estrutura está toda arrebentada. São  invasões quase que diárias”.

A Unidade de Pronto-Atendimento de Carapina (UPA) e a Unidade Regional de Saúde de Novo Horizonte são apontadas por Baptista  como os locais mais violentos. “A gente está recomendando que o médico não trabalhe na Serra. O município está pegando o médico incauto, jovem. Além de ter contratos precarizados, são  expostos plenamente a esse tipo de violência. O sindicato tomou a iniciativa de colocar isso  estampado”.

Após a campanha do Sindicato dos Médicos, o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Carlos Magno Pretti Dalapicola, disse que além da insegurança, um projeto de lei  provado  no município é outro motivo de insatisfação da categoria. “A gente entende a posição do sindicato e dos médicos, mas não dizemos: ‘Largue o seu plantão’. É fácil  constatar  que os médicos são agredidos várias vezes física e verbalmente. Principalmente UPAs e PAs. Existe uma vigilância patrimonial e não de segurança. A patrimonial não deixa roubar, mas não interfere em agressões verbais, por exemplo”, explica o médico. “Houve uma perda salarial e eles estão demandados por uma procura maior de onde de fato existe o problema, em UPAs e PAs. Os médicos estão largando a atividade em UPAs e  PAs. A prefeitura tinha que sentar com os servidores e conversar. A tendência que a gente vê é de piora”, diz Carlos Magno.



Prefeitura diz que há segurança

A subsecretária de Saúde da Serra, Cristiane Stem, falou que as UPAs e maternidades do município possuem segurança armada 24 horas, sete dias da semana e prometeu que o serviço será ampliado. Sobre a UPA de Carapina e a Unidade Regional de Saúde de Novo Horizonte, a subsecretária afirmou. “O problema de segurança pública não é único do município da Serra e, mesmo sendo responsabilidade do Governo do Estado, o município implantou a guarda municipal armada, que tem atuado junto com a PM para garantir a segurança da população e dos servidores”.

Cristiane afirma que a prefeitura tem feito contratações para ampliar a oferta de serviço de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em relação à saída de profissionais por conta da insegurança, a subsecretária diz que nenhum pedido de exoneração feito relata que a saída foi por falta de segurança. “As exonerações são para residência médica ou para assumir o programa Mais Médicos, cujo o edital foi  publicado no mês de maio”, afirma a subsecretária.

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