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Médicos e Professores afastados
19/04/2017 - 19:29

Conforme noticiou o jornal A Tribuna, assédio moral, frustração pela desvalorização, depressão e insegurança. Esses problemas fizeram aumentar o número de professores e médicos que pediram demissão no último ano. Dados do sindicato dos professores no Estado do Espiríto Santo (Sinpro-ES) mostram que 1.360 professores deixaram a sala de aula de escolas e escolas particulares do Estado em 2016, sendo que cerca de 70 se afastaram por conta da depressão.

Segundo o sindicato, o crescimento de doenças psicológicas dos profissionais da Educação foi de 30% nos últimos anos. O presidente do Sinpro-ES, Jonas Rodrigues, explicou que agressão verbal, problemas psicológicos e decepção com a profissão são responsáveis pelos afastamentos.

“Quando os professores falam sobre sua rescisão, eles citam momentos depressivos de seu  dia a dia. Mas há aqueles que se afastam para buscar um tratamento psicológico contra a depressão, por exemplo, e retornaram. São cerca de 70 professores que pediram afastamento por conta da doença”. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Gean Nunes, ressaltou que a falta de respeito e a desvalorização dos professores tem feito os profissionais saírem da área. “Muitos procuram outras formas de atuação. Há casos de profissionais que fazem concurso, mas não assumem”.

Já em relação aos médicos, o  Sindicato dos Médicos do Espírito Santo  (Simes) afirmou que são  45 profissionais que pedem exoneração do Estado ao mês, sendo que, aproximadamente, a metade o faz por conta de insegurança, devido a agressões físicas e verbais. “Em torno de 10 médicos fazem boletim de ocorrências diariamente em todo o Estado por conta de agressões, sejam físicas ou verbais. Só no município da Serra, cerca de 7 médicos pedem exoneração por mês, por conta da insegurança”, frisou o presidente do Simes, Otto Baptista.

Ele contou que uma médica foi agredida no último final de semana na Serra. “A mãe de uma criança invadiu o corredor transtornada, arrastando a filha doente pelo braço, forçando as portas e xingando, pois estava há seis horas aguardando atendimento. Vamos agir judicialmente para buscar segurança na Serra”, disse.

Câmeras e portas reforçadas

Para ajudar a melhorar a segurança nas unidades de saúde da Grande Vitória, prefeituras afirmam que estão instalando câmeras de monitoramento e reforçando grades e portas.

A prefeitura de Serra informou que a segurança pública é de responsabilidade do Governo do Estado. Mas afirmou que está instalando alarmes, câmeras de monitoramento e reforçando as grades  de muros quando necessário, além de registrar boletins de ocorrência no caso dos problemas.

Além disso, destacou que atua com vigilância patrimonial nas unidades e vai ampliar o serviço para outros postos mais vulneráveis. Já em Cariacica, a prefeitura afirmou que no Pronto-Atendimento (PA) do Trevo de Alto Laje, que  registra o maior fluxo de atendimentos do município, há câmeras de videomonitoramento.

Durante a crise de segurança, equipamentos foram danificados. Por isso, estão sendo instaladas telas de proteção e portas  de chapas metálicas nos setores infantil e adulto do PA de Alto Laje. Além disso, a prefeitura disse que trabalha em parceria com a Polícia Militar  com a ampliação do patrulhamento.

A Prefeitura de Vitória informou que as unidades de saúde contam com a vigilância patrimonial 24 horas e que não há registros de invasão ou situações de violência que justifiquem guarda armada.  Nos dois prontos-atendimentos, que lidam com casos de urgência e emergência, a vigilância é armada 24 horas.

Já a prefeitura de Vila Velha informou que não há vigilância armada nas unidades de saúde, mas que, quando há ocorrências, a Guarda armada é acionada e até a Polícia Militar, se preciso.





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