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Violência contra os médicos segue assombrando os municípios do ES
14/03/2017 - 17:37

Agressões físicas, depredações e ameaças. A missão de salvar vidas tem se tornado cada vez mais perigosa para os médicos. A cada semana, pelo menos 12 profissionais são agredidos por pacientes no Estado, segundo o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes). Os principais motivos estão ligados a superlotação e falta de estrutura das unidades de saúde.

Dados do sindicato revelam que as agressões são mais frequentes nas unidades de saúde na Serra e Cariacica. Nestes locais, a insegurança tem levado muitos médicos a pedir transferências dos postos de trabalho. Em abril de 2016, o PA de Alto Lage, em Cariacica, foi cenário de quebra-quebra e confusão durante uma semana inteira. Inconformados com o atendimento, pacientes invadiram os consultórios e ameaçaram médicos, que fecharam as portas da unidade e se esconderam dentro do banheiro.

''É uma situação que tem causado trauma em muitos colegas e eles acabam se afastando destas unidades, porque têm medo de trabalhar lá. Isso gera um outro problema, que é a falta de profissionais nestes locais'', comentou o presidente do Simes, Otto Baptista.

Com o aumento do número de agressões, o Simes elaborou uma cartilha orientando os médicos sobre como agir ao ser agredido. Entre as orientações, estão informar a unidade de saúde e anotar os dados do paciente. ''Os profissionais têm dificuldade em saber como proceder, muitas vezes eles têm medo e acabam relevando os xingamentos e ameaças. Eles só levam para frente quando chega a uma agressão física. Isso não pode acontecer'', frisa Otto Baptista.

Além da cartilha elaborada pelo Simes, nosso departamento jurídico tem enviado, constantemente, ofícios para as prefeituras, solicitando segurança armada nas unidades de saúde em áreas de risco e que mais tem recebido denúncias de violência. Em 2016, as unidades de saúde que receberam o maior número de denúncias foram o PA de Alto Lage, UPA e Maternidade de Carapina, UPA de Serra-Sede, PA de São Pedro, Hospital Geral de Linhares, USF, Alto Niterói em Atilio Vivacqua, Sul do Estado e o Hospital Jayme Santos Neves.