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Médicos de São Gabriel da Palha se reúnem em Assembleia Geral Extraordinária
03/03/2017 - 15:42

O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo reuniu os médicos do corpo clínico do Hospital Dr. Fernando Serra, de São Gabriel da Palha, em Assembleia Geral Extraordinária para deliberar os pontos divulgados em edital.

Foram deliberados os atraso salarial referente aos meses de junho, julho, setembro, outubro, dezembro e janeiro; as condições inadequadas do regime trabalhista (ausência de um contrato); Falta de material básico, como aparelhos e medicamentos; ausência de laboratório e serviço de radiografia durante 24 horas; sobrecarga do trabalho médico, visto a insuficiência de profissionais durante o plantão - apenas 1 plantonista.

Foram convidados a prefeita de Ceia Ferreira e o Secretário de Saúde Roberto Morandi, que expuseram a situação de ajuste fiscal do município aliado a problemas com as certidões do hospital, o que dificulta os repasses. No entanto, ambos firmaram compromissos com a categoria presente.

No próximo dia 10 de março haverá um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o promotor para haver respaldo judicial dos repasses ao hospital. Caso haja resposta positiva do TAC, o secretário de saúde e a prefeita assumirão o compromisso de repassar 3 meses de RUE, dos meses de janeiro, fevereiro e março, somados aos repasses do MAC dos meses de outubro, novembro e dezembro, dentre outros compromissos firmados pelos gestores, como, por exemplo, a manutenção dos salários de 2017 em dia a partir da data desta assembleia. Essas metas devem ser revertidas para pagar os salários atrasados dos profissionais e melhorar as condições de trabalho do Hospital Dr. Fernando Serra.

Apesar dos esclarecimentos e comprometimentos por parte dos gestores municipais, os médicos votaram e decidiram em assembleia, por unanimidade, os pontos que seguem abaixo:

1. Deliberar pela paralisação dos serviços médicos prestados a este hospital caso, até o dia 15 de março, às 17 horas, não houver repasse dos salários atrasados aos médicos, prazo este que não será revogado em nenhuma hipótese.

2. Criar uma comissão de Negociação e Greve. Essa comissão deverá negociar com a direção, com a fundação e com o Conselho Curador para garantir a normalização das condições de trabalho e dos salários dos médicos.

3. Mesmo que haja cumprimento total ou parcial da primeira deliberação, o corpo clínico se reunirá em uma nova assembleia para avaliar a situação do trabalho médico e deliberar sobre novas etapas e estratégias para o movimento de paralisação.

Estiveram presentes em Assembleia o Departamento Jurídico do Simes e a diretoria representada pelo vice-presidente, Dr. Rogenir Rodrigues.

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