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Médicos ficam reféns do medo no ES
07/02/2017 - 17:20


Conforme noticiou o jornal A Gazeta, com a polícia fora das ruas e o caos instalado, hospitais e postos de saúde também estão sendo alvo de insegurança e do medo. Há diversos relatos de médicos sobre bandidos rondando as unidades. O Pronto-Atendimento de Alto Lage, em Cariacica, que já foi palco de confusão e intervenção policial em outras situações, está fechado por ordem da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com a Prefeitura de Cariacica, na madrugada de domingo o atendimento foi prejudicado no local pela falta de segurança pública. Isso porque pessoas vítimas de violência baleadas e esfaqueadas não puderam ser transferidas, elas precisavam de escolta da Polícia Militar. Sem isso, o Samu não conseguiu realizar as transferências. A situação só ficou mais tranquila porque a Polícia Federal deu apoio ao procedimento. O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo informa que a situação também ocorreu no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra.

Diante disso e dos relatos de médicos de insegurança, o Simes está orientando os profissionais que se sentirem ameaçados a não se colocarem em risco e sair das unidades em que estiverem. “Existe uma histeria coletiva. O papel do médico é salvar vidas. Mas, a partir do momento em que ele se sente ameaçado, acabou isso”, destaca o presidente do Simes, Otto Baptista. O sindicato encaminhou para médicos e também para as secretarias de saúde municipais e para a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) uma nota que reforça a orientação de alerta.

“Não arrisquem suas vidas. Façam uma avaliação das condições e, sobretudo, da segurança do seu local de trabalho”, diz o texto. A nota ressalta ainda que ''médicos não podem arriscar suas vidas por sentirem medo do corte de ponto''. O texto termina sugerindo que os profissionais esperem uma definição da conjuntura para retornar aos postos de trabalho normalmente e lembrando que a ''população precisará de médicos ao fim dessa situação que assola nosso Estado''.