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Vídeo mostra corredor do São Lucas lotado de pacientes, em Vitória
11/01/2017 - 14:09

Como apurou o portal G1, inaugurado no dia 1º de dezembro de 2016, com aumento no número de leitos, o novo pronto-socorro do Hospital São Lucas, em Vitória, estava com o corredor lotado de pacientes, na noite desta terça-feira (10).

A mãe da doméstica Lucy Marçal era uma das pacientes que precisava de atendimento nesta terça. A idosa, de 72 anos, quebrou o ombro e aguarda cirurgia desde a última quinta-feira (5).

“Ela está numa maca, no corredor, misturada com gente drogada que chega, com gente que sofre acidente, um caos. São pouquíssimos enfermeiros para muito paciente”, reclamou Lucy.

O pronto-socorro do Hospital São Lucas voltou a funcionar no Hospital de Urgência e Emergência (Novo São Lucas), no bairro Forte São João, em Vitória, no dia 1º de dezembro. A estimativa das novas instalações é atender 4,7 mil pacientes por mês. Novos funcionários também foram contratados para evitar a superlotação.

Apesar disso, um vídeo feito por um funcionário do hospital mostra pacientes em macas espalhados pelo corredor.

A mãe do técnico em eletrônica Guaracy Cezatte deu entrada na nova emergência do São Lucas no dia 28 de dezembro. Ela estava com uma forte dor na nuca e com a visão embaçada.

Assim, aguardou por horas em uma cadeira de rodas no corredor do hospital, mas conseguiu fazer uma tomografia no mesmo dia.

“Nessa tomografia foi detectado que ela tinha um possível rompimento de um aneurisma e ela estava com sangue no cérebro. Por isso, essa dor de cabeça que ela estava sentindo muito forte, vistas embaçadas. Ela tinha que fazer uma angiografia cerebral, que detectava onde estava o aneurisma, e depois ela tinha que fazer o tratamento, se ocorresse de ela ter um aneurisma”, disse.

Mesmo com o laudo médico que pedia urgência, a família precisou entrar na Justiça para fazer o novo exame, como mostra o documento assinado pela juíza Telmelita Guimarães, no dia 30 de dezembro.

No mandado judicial, a juíza deu um prazo de 24 horas para que fosse feito o exame de arteriografia cerebral na mãe de Guaracy. Em caso de descumprimento, seria aplicada multa no valor de R$ 10 mil por dia.

Depois disso, a mãe do técnico em eletrônica só conseguiu o exame no dia 3 de janeiro. “Ela correu risco de vida e isso foi o próprio médico que nos disse. Ele deu um laudo de que o exame tinha que ser feito com urgência, mas, graças a Deus, ela fez o tratamento, está bem e fora de risco”, contou Guaracy.

Sesa
A direção do hospital disse que 40% da demanda do pronto-socorro não é de casos de urgência e poderiam ser atendidos em unidades de saúde ou pronto atendimento.

Além disso, houve aumento da procura dos cerca de 35 mil usuários que deixaram os planos de saúde e estão buscando os serviços no SUS. Mas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, todos os pacientes estão recebendo assistência.

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