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Fenam defende Ato Médico no MP
09/12/2016 - 14:17

Nesta quarta-feira (07), a Federação Nacional dos Médicos, participou de reunião no Ministério Público Federal, representada pelo secretário de Saúde Suplementar da Federação, Márcio Costa Bichara, para discutir o caso de possíveis irregularidades praticadas por profissionais de enfermagem no que tange ao ato médico e procedimentos médicos realizados por outros profissionais.
 
Exercendo o papel de representação e defesa da classe médica, a Fenam ao lado do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), debateu com a procuradora Dra. Eliana Pires Rocha, e representantes do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), e se colocou totalmente contra o caso.
 
O Hospital Sofia Feldman, especializado em ginecologia e obstetrícia é o único do Brasil em que o exame de ultrassonografia é realizado por enfermeiros. A Fenam defende veemente o ato Médico e se posiciona contra esse tipo de procedimento realizado por enfermeiros e até mesmo qualquer outro procedimento que vier a atingir o ato médico.
 
Para Bichara, a situação deve ser analisada desde o início do histórico da instituição com os procedimentos de parto, e criticou o fato de a discussão ter iniciado apenas depois que a prática já vinha sendo realizada, sem a opinião da sociedade. ''O Hospital Sofia Feldman há muitos anos começou a fazer parto normal e houve vários problemas com isso. O Conselho de Medicina conta com todas profissões, especialidades, sub-especialidades e é tudo regulamentado. O que o Hospital fez foi criar o fato e depois correr atrás do prejuízo. É preciso normatizar e discutir com a sociedade brasileira, está sendo feito sem discutir com ninguém. Pode parecer que é benéfico para a população, mas nós estamos lidando com vidas.''
 
Para a Fenam, estes profissionais estão transgredindo o código de ética médica e realizando um Ato Médico. Otto Baptista, presidente da Federação e Ginecologista Obstetra há 30 anos, explicou sobre o que se trata o exame e quais malefícios isso poderá trazer para a saúde no Brasil. ''É um exame de diagnóstico, um laudo médico. Todo exame tem que ser laudado e quem emite o laudo do ultrassom é o médico. Este caso é um atentado contra a saúde pública. Os diagnósticos de gravidez realizados por médicos através da imagem devem ser o mais preciso possível, isso faz com que as condutas obstétricas tenham maior eficiência. As consequências da realização desses exames serem feitos por pessoas não especializadas podem ser as maiores possíveis, erros de diagnósticos, erros de datação e perdas obstétricas'', ressaltou Baptista.

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