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Violência das ruas chega a hospitais de várias cidades do país
26/09/2016 - 13:50

Foto: Bom Dia Brasil/Rede Globo

A violência que assusta moradores das cidades brasileiras não está poupando nem os hospitais. Assaltantes resgatam presos e roubam equipamentos dentro das unidades de saúde.

É caso do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, o maior pronto-socorro do estado. Na última quinta-feira (22), bandidos roubaram peças de um dos equipamentos mais novos do hospital para ultrassonografia. E bem na hora que o avô da moça mostrada na reportagem ia fazer exame. A mãe dela estava na sala quando o bandido chegou.

''Minha mãe viu que ele tinha uma mochila. Naquele instante, minha mãe viu uma mochila. Ele começou a colocar tudo dentro da mochila. Ele começou a ficar muito nervoso. Colocou, fechou a mochila e saiu muito rápido'', relatou ela.

A polícia acredita que, nesse caso, por causa das circunstâncias, foi um roubo encomendado, feito por uma quadrilha que conhece o mercado sofisticado de equipamentos hospitalares caros. Mas os hospitais também são vítimas de outros tipos de violência.

Foi o mesmo hospital Souza Aguiar que foi invadido em junho por um grupo de criminosos fortemente armados. Eles resgataram o traficante Nicolas Labre, conhecido como Fat Family.

Na troca de tiros com os policiais militares que faziam a escolta de Fat Family um paciente foi baleado no peito e morreu. Até hoje a polícia não conseguiu prender o bandido. Foi também para fazer o resgate de um traficante que bandidos invadiram um hospital em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na semana passada.

O bandido resgatado é Mário Márcio de Oliveira Santos, que cumpria pena de 24 anos por tráfico de drogas e estelionato. Em 2007, ele já tinha fugido de uma delegacia com outros 37 presos levando armas.

Já o caso no Hospital Adailton Alencar, em Pernambuco, aconteceu em agosto. Ladrões invadiram o hospital infantil para roubar pacientes e acompanhantes.

Em Maceió, oito unidades de saúde foram alvo de bandidos no primeiro semestre. Servidores reclamam da falta de segurança.

O atendimento chegou a ser suspenso em um posto porque os bandidos levaram até os computadores. O posto já voltou a funcionar. Mas os usuários não se sentem seguros.

''Fui assaltado não sei quantas vezes, não tem vigilante, não tem nada, nem guarda pelo dia, nem nada, como é que pode''? queixa-se o pintor João Severino Lacerda.

A Federação Nacional dos Médicos está preocupada com a situação.

''É uma situação que está ficando corriqueira, uma situação preocupante, que coloca em risco, não só o médico e o enfermeiro, o servidor que está naquela unidade, mas coloca em risco a população. Nós estamos nos deparando com essas tentativas de resgate de presos, que é frequente em todo o Brasil e também a falta de investimento em segurança nessas unidades'', diz o presidente da Federação Nacional de Médicos, Otto Baptista.

A Secretaria de Saúde de Maceió e a de Cabo de Santo Agostinho disseram que pediram reforço de patrulhamento para as unidades assaltadas.

O Hospital de Campo Grande, onde houve o resgate de um preso, suspendeu o atendimento a detentos.

O Hospital Souza Aguiar, no Rio, informou que, se o aparelho não for recuperado, a empresa de vigilância patrimonial deverá pagar o prejuízo.

Enquanto isso, seguem os pacientes, também, sem atendimento.

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