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No Dia Mundial do Alzheimer, veja 10 perguntas e respostas sobre a doença
21/09/2016 - 14:03


1) A PERDA DE MEMÓRIA NA VELHICE É SEMPRE DOENÇA DE ALZHEIMER?

Não. O principal sintoma do Alzheimer é o esquecimento, mas a perda da memória, neste caso, é ligada a um tempo, a um episódio bem definido. ''A pessoa se esquece do que fez semana passada, ou mesmo ontem, com uma interferência nas atividades diárias'', explica o neurologista Rodrigo Rizek Schultz, diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz)

2) O COMPORTAMENTO DO PACIENTE TAMBÉM MUDA COM A DOENÇA DE ALZHEIMER?

Sim. Segundo explica Schultz, com a doença, o paciente pode mudar atitudes, como passar a ficar irritado quando antes era calmo, causando estranhamento por parte dos familiares.

3) QUAL A IDADE MAIS COMUM PARA O APARECIMENTO DO ALZHEIMER?

O começo é a partir do 65 anos. ''5% das pessoas com mais de 65 anos têm Alzheimer, e (a porcentagem) dobra a cada 5 anos, aproximadamente. De maneira que, aos 85, 90 anos, quase metade das pessoas têm Alzheimer'', explica Schultz.

4) O ALZHEIMER PODE ATINGIR PESSOAS MAIS JOVENS?

Sim. ''Não é o mais comum, mas não é raro'', explica o neurologista. A partir dos 55 anos, a doença pode começar a aparecer. ''Abaixo de 50 é bem mais difícil de ocorrer. Geralmente estão relacionados a casos hereditários''.

5) EXISTE COMO EVITAR A DOENÇA DE ALZHEIMER?

Sim. De acordo com Rodrigo Schultz, desde bem jovem já é possível adotar comportamentos que reduzem as chances de sofrer com a doença. ''Não existe nada que se faça que te dê garantia (de não ter a doença). O que se faz é para retardar o início''.

6) QUAIS SÃO AS ATITUDES QUE ''PROTEGEM'' CONTRA O ALZHEIMER?

Ao longo da vida, é importante fazer atividade física e manter a atividade intelectual. ''Continue se desenvolvendo, fazendo cursos e trabalhando. Quando você para de exercer atividade intelectual, abre espaço para que a doença, que já vinha, se desenvolva'', explica o neurologista.

7) QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER?

''O tabagismo quase dobra o risco (de ter Alzheimer)'', explica Schultz. Diabetes e hipertensão também são fatores de risco.

8) HÁ ALGUMA RELAÇÃO DO ALZHEIMER COM O ÁLCOOL?

O vinho é fator de proteção, se for ingerida uma taça por dia, segundo explica o neurologista da Abraz. ''Acima disso, não, e quem abusa (de bebidas alcoólicas) tem o risco aumentado (de ter Alzheimer)''.

9) QUAIS OS SINAIS DE ALERTA PARA BUSCAR UM MÉDICO?

Estar em um grupo de risco e perceber um declínio em relação à condição cognitiva anterior. ''Mesmo que não seja Alzheimer, tem alguma coisa acontecendo e merece tratamento do mesmo jeito''.

10) A DOENÇA PODE SER TRATADA?

Sim, mas a medicação não age nos fatores responsáveis pela doença. ''O que se tem são substâncias que melhoram os sintomas. Ou seja: a pessoa vive com mais qualidade e, consequentemente, a família e o cuidador também. (Com a medicação) você consegue fazer com que os sintomas (dificuldade se vestir, usar um eletrodoméstico, fazer uma compra) se apresentem se maneira mais lenta''.

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